História

Origem :

 

   Segundo Antonil (sem sobrenome, autor de um manuscrito anônimo intitulado “Informação sobre as minas do Brasil”), Augusto de Lima teve sua origem remota em 1709 quando aqui aportaram os primeiros baianos e portugueses, para a criação de gado, a fim de abastecer a capital da Bahia, Salvador.
   Certamente, esse espaço de tempo que medeia o aparecimento dos primeiros criadores de gado e a inauguração da Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil (depois, Rede Ferroviária Federal S/A  e, finalmente, privatizada por arrendamento à Ferrovia Centro Atlântica  S/A.), em 1914 –  suas picadas começaram a ser abertas em 1908 e em 1912 iniciou-se a colocação dos trilhos  - a região, incluindo o que é hoje o município de Augusto de Lima, foi ocupada por remanescentes daqueles criadores pioneiros, e, provavelmente por fugitivos das minas de ouro de Sabará e Ouro Preto, por intermédio do Rio das Velhas.
   Após a inauguração do trecho ferroviário, houve maior afluxo de pessoas em busca de trabalho na extração de madeira, principalmente dormentes, para atender à demanda crescente da própria ferrovia recém-inaugurada. A pequena Vila, depois de fornecer braços e pousadas para a construção da ferrovia pioneira, bandeirante até, que desbravou o Centro Leste e o Nordeste do Brasil, passou a fornecer dormente (madeira) para  os seus trilhos, carne bovina para a capital, toucinho e algodão para a nossa incipiente indústria.

Nomes :


   O município já teve dois nomes distintos, antes de receber o nome atual: Km. 41 e Francisco Sá.
   O primeiro nome surgiu com a construção da Estrada de Ferro Central do Brasil; quando da construção do prédio da estação, colocou-se uma placa  onde se lia: “Ponto de Parada do Trem”.  Sendo a distância entre Corinto e a referida estação, de 4l km., surgiu daí o nome  “Quilômetro  Quarenta e Um”.
   Em 1915, seu nome foi alterado para “Francisco Sá”, em homenagem ao então Ministro da Viação, que havia se empenhado para que a estrada ferroviária passasse neste lugar. Francisco Sá – 1867/1936 – engenheiro formado pela Escola de Minas, de Ouro Preto, deputado federal e depois senador por 24 anos; foi Ministro da Viação nos governos dos presidentes  Nilo Peçanha e Artur Bernardes.   
   Em 1938, ocorreu a emancipação política  do município de Buenópolis, desvinculando-se de Diamantina; e criou-se então a Vila de Augusto de Lima, que ficou fazendo parte do novo município de Buenópolis.
   O nome de Augusto de Lima foi sugerido pelo professor João Franzen de Lima, que era membro do governo, em homenagem a Antônio Augusto de Lima, que além de promotor, juiz de direito,  professor universitário, jornalista, autor de prosa e verso, foi o político que, quando governador interino do Estado de Minas Gerais (em 1891),  propôs a mudança da capital de Ouro Preto para Belo Horizonte.

 

 Emancipação

   Apesar de emancipado politicamente em 30 de dezembro de 1962, pela Lei número 2724, o município só se constituiu em 1º de março de 1963, com a nomeação do fazendeiro João Caetano Barbosa Sobrinho, para seu interventor.

 

Bibliografia: www.cidades.ibge.gov.br

Relatório da Expressão Cultural – Município de Augusto de Lima feito sob a coordenação do Sr. João José de Oliveira em 2006.